din
tanta coisa acontecendo e eu sem tempo de vir aqui pra contar todas as novidades… prometo não ser desleixado com o blog novamente, tentarei atualizar sempre que der. então, não sei se já comentei aqui, mas estou fazendo faculdade de desenho industrial e apesar dos projetos e dos trabalhos estou gostando muito, mas muito mesmo! :) segue algumas fotos com o pessoal da faculdade.
hoje tem show da pitty lá no circo voador, e só pra variar um pouco eu vou. \o/ matar a saudade da galera, dela eu matei no premio multishow que por sinal foi em lugar muito bem localizado (ironia). enfim, foi bem divertido. rs
beijos




problema social
eu queria escrever quanto a isso a um bom tempo mas só que eu sempre tive medo de ser interpretado de uma forma não muito boa, mas isso é indiferente quanto as minhas abordagens, então vamos lá.
assisti um programa na casa de minha prima que nunca tinha visto nem escutado alguém comentar e achei um puta interesse nele. um rapaz vai em outros países pra saber como são seus serviços públicos e os comparam com os dos Estados Unidos, só que o interessante é que essa comparação não favorece nem um pouco os serviços públicos do americanos… no dia em que eu vi, estava mostrando a rede pública de vários países, onde muitos dão de mil a zero até nos particulares do Brasil! enfim, no meio desse programa começamos um debate quanto a isso visando o Brasil e a Argentina. essa minha prima já foi pra Argentina com o marido dela e ficou surpresa com tudo lá, até mesmo o modo de tratamento deles com os brasileiros.
era de se esperar preconceito ou algo do tipo, mas não, pelo contrário. ai vem a pergunta, será que os argentinos odeiam mesmo os brasileiros ou não é a mídia que nos obrigam a ter essa visão? você deve estar se perguntando “porque a mídia faria isso? o que ganhariam com isso?”, pois bem, recebi um e-mail de minha prima no qual eles comparam os preços de gasolina, automóveis e até mesmo o pedágio. os valores são absurdos, eu não sei como hospedar o powerpoint, então quem se interessar pede que eu envio, mas vou lhe falar uma coisa que eu achei muito punk, lá para percorrer trezentos quilômetros lhes custam apenas 3,40 pesos, que é equivalente a 1,70 reais. o responsável pela informação ainda frisa que as estradas são de muito boas condições, já aqui no Brasil, todos sabemos que as estradas são de chorar, né. sem contar que para a galera do Sul, para que eles possam percorrer a mesma distancia, lhes custam 28,00 reais. interessante, não?
é uma boa para refletirem mais quanto a mídia e perceber o principal interesse de “hipóteses” levantadas pelo mesmo. quanto ao título, é uma música que eu gosto bastante do Seu Jorge, o nome dela é “problema social” mesmo, vale a pena escutar. beijos
por trás da vidraça
Cá entre nós: fui eu quem sonhou que você sonhou comigo? Ou teria sido o contrário?
Sonhei que você sonhava comigo. Mais tarde, talvez eu até ficasse confuso, sem saber ao certo se fui eu mesmo quem sonhou que você sonhava comigo, ou ao contrário, foi quem sabe você quem sonhou que eu sonhava com você. Não sei o que seria mais provável. Você sabe, nessa história de sonhos — falo o óbvio —, nunca há muita lógica nem coerência. Além disso, ainda que um de nós dois ou os dois tivéssemos realmente sonhado que um sonhava com o outro, também é pouco provável que falássemos sobre isso. Ou não? Sei que o que sei é que, sem nenhuma dúvida: Sonhei que você sonhava comigo. Certo? Não, talvez não esteja nada certo. Também não era isso o que eu queria ou planejava dizer. Pelo menos, não desse jeito embaçado como uma vidraça durante a chuva. Por favor, apanhe aquele pequeno pedaço de feltro que fica sempre ali, ao lado dos discos. Agora limpe devagar a vidraça — quero dizer, o texto. Vá passando esse pedaço de feltro sobre o vidro, até ficar mais claro o que há por trás. Lago, edifício, montanha, outdoor, qualquer coisa. Certamente molhada, porque só quando chove as vidraças embaçam. Será? Não tenho certeza, mas o que quero dizer, disso estou certo, começa assim: Sonhei que você sonhava comigo. Agora penso que é também provável que — se realmente fui mesmo eu a sonhar que você sonhou comigo; e não o contrário — eu não estivesse sonhando. Nada de sono, cama, olhos fechados. É possível que eu estivesse de olhos abertos no meio da rua, não na cama; durante o dia, não à noite — quando aconteceu isso que chamo de sonho. Embora saiba que — se foi dessa forma assim, digamos, consciente — então não seria correto chamá-la de sonho, essa imagem que aconteceu —, mas de imaginação ou invento até mesmo delírio, quem sabe alucinação. Mas não, não é isso o que quero contar, O que quero contar, sei muito bem e sem nenhuma hesitação, começa assim: Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieto. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordado — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo. Então fico ainda mais confuso, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo. Verdade eu queria muito. Estou piorando as coisas, preciso ser mais claro. Começando de novo, quem sabe, começando agora: Sonhei que você sonhava comigo. Depois que sonhei que você sonhava comigo, continuei sonhando que você acordava desse sonho de sonhar comigo — e era um sonho bonito, aquele —, está entendendo? Você acordava, eu não. Eu continuava sonhando, mas na continuação do meu sonho você tinha deixado de sonhar comigo. Você estava acordado, tentando adequar a imagem minha do sonho que você tinha acabado de sonhar à outra ou à soma de várias outras, que não sei se posso chamar de real, porque não foram sonhadas. Mas, se foi o contrário, então era eu, e não você, quem tentava essa adequação — nessa continuação de sonho em que ou eu ou você ou nós dois sonhamos um com o outro. Nos víamos? Quase consegui, agora. Preciso simplificar ainda mais, para começar de novo aqui: Sonhei que você sonhava comigo. Depois, fiquei aflito. E quase certo de que isso não tinha acontecido. O que aconteceu, sim, é que foi você quem sonhou que eu sonhava com você. Mas não posso garantir nada. Sei que estou parado aqui, agora, pensando todas essas coisas. Como se estivesse — eu, não você — acordando um pouco assustado do bonito que foi ter tido aquele sonho em que você sonhava comigo. Tão breve. Mas tudo é muito longo, eu sei. Estou ficando cansativo? Cansado, também. Está bem, eu paro. Apanhe outra vez aquele pedaço de feltro: desembace, desembaço. Choveu demais, esfriou. Mas deve haver algum jeito exato de contar essa história que começa e não sei se termina ou continua assim: Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto.
O Estado de S. Paulo, 9/12/1987 – Caio F.
meu eu
resolvi tentar falar um pouco de mim agora. o dia está lindo, está nublado e o sereno está cobrindo tudo, distanciando os prédios vizinhos e os postes ao alcance do que posso enxergar e isso me da um alívio, um orgamo, melhor dizendo. não sei explicar o porque, mas eu acho isso a coisa mais bela (depois das tempestades e dos raios). mas então, como eu disse no começo do post, falar de mim é uma coisa complicada, vou usar um depoimento como base…
“Vanessa: Ser que me ouve e me faz companhia nas horas mais solitárias. Companheiro de copo e amigo de todas as horas… Viajamos juntos em entrelas que somem e aparecem, conversamos com o mar, rimos sozinhos e rimos de tudo. Desabafamos um com o outro, sempre apoiando, sempre sendo apoiado, assim é nossa curta e intensa amizade. Ser complexo, um tão louco e rebelde, outro tão centrado e consciente. Para uns, um poço de egoismo, para outros tantos uma mão esticada pronta para ajudar sempre.
Falar do Tico sem falar do Anderson Lopes seria o mesmo que não fumar após cada refeição. Um complementa o outro. Tenho a sorte de poder falar de ambos, pois quem conhece apenas um, não conhece o verdadeiro ser complexo e maravilhoso que és tu.
MEU GATINHO BRANCO, que amo tanto, estou com saudades de você, o que precisar, pode contar comigo, um ouvido a te escutar, uma companhia para enchar a cara, e assim é nossa amizade, louca quando pode ser e séria quando deve ser!!!
TE AMO”
esse depoimento já tem um tempo, mas eu acho que ele é o único que me “resume” de uma boa forma, depende da interpretação. enfim, eu iria comentar sobre o depoimento dessa minha grande e amada amiga, mas acho que não precisa mais. com as partes em negrito da pra destacar as características principais do meu eu e que nem todos tem possibilidade de conhecer devido ao meu egoísmo, mas não me culpo por isso, prefiro assim.
Obrigado a todos os meus amigos, amo vocês.
